Antes de levantar

Say something, I’m giving up on you
I’m sorry that I couldn’t get to you
Anywhere, I would’ve followed you
Say something, I’m giving up on you

And I will swallow my pride
You’re the one, that I love
And I’m saying goodbye

Na última semana passei por dois estágios distintos: estive feliz por manter contato e absolutamente triste por isso. Quero dizer, esse contato é só uma maneira de adiar o inevitável, de fingir que não aconteceu, quando na verdade está tudo ali só esperando para desabar na sua cabeça quando você menos esperar. Simultaneamente eu ainda não consigo me imaginar em um mundo onde esse contato não exista, onde nós dois não existamos, ao menos, não juntos.

Cada palavra, cada atitude, por mais contraditória que fosse, por mais confusa que me deixasse, ainda era alguma coisa em relação a nós. Doentio isso? Acho que é e não é ao mesmo tempo. Estava acostumada com um tipo de vida por quase dois anos, é bobagem esperar que de ontem pra hoje eu esteja de bem com a vida e com as peças que ela vem me pregando.

Sexta-feira passada eu disse: eu desisto. E para todos os que souberam dessa decisão eu expliquei a mesma coisa. Estava desistindo de tentar, desistindo de dizer que eu ainda queria, que eu ainda tentaria. Para os que souberam disso eu expliquei que não me comportaria mais como uma pessoa comprometida, que eu não brincaria comigo mesma fingindo que tudo isso era apenas passageiro. E realmente, eu desisti.

Também expliquei para essas pessoas que desistir não significava que eu estava bem, nem que eu não falaria mais com ele, nem que eu tinha deixado de amá-lo. E infelizmente, eu sabia que contra todos os meus esforços eu ainda assim teria esperanças, eu ainda assim me perguntaria todos os dias e todas as noites se isso vai passar.

Então eu estou aqui, sentada de frente para esse computador pensando que ele está de volta, que a viagem acabou. Que qualquer solidão que o tenha movido a me procurar acabou, que qualquer necessidade da minha atenção será agora suprida por outras pessoas, que agora provavelmente acabou de verdade…

– …

– …

Ah, eu ainda estou respirando. Ainda acordada? Coração ainda batendo? Bem que dizem, ninguém morre de amor. Vou levantar daqui, vou levantar de TUDO ISSO. E eu sei que uma hora ou outra passa.

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