Sobre um quase livro.

Algumas pessoas passam pelas nossas vidas e deixam cicatrizes, coisas que não valem a pena, que não gostamos de olhar, que deixamos escondidas bem lá no fundo para, se possível, nunca mais olhar. Já outras pessoas passam pelas nossas vidas e deixam algo mais valioso: uma marca permanente em nossos corações. Lembranças incríveis de momentos grandiosos, ainda que na simplicidade de andar a tarde sem ter um destino, só andando, pelo prazer da companhia.
Um dia eu disse pra ele que a nossa a historia não renderia um livro, que ela era simples demais. Eu estava errada, como sempre. Nossa história renderia sim um livro, um daqueles que passam por gerações e gerações porque levam consigo uma mensagem universal: o amor.
Minha história com ele não teve intrigas, separações, armações e cenas dramáticas. A minha história com ele foi real, cheia de verdades, com pouquíssimos arrependimentos. Ele me ensinou tanta coisa, me mostrou tanta coisa. Ele foi paciente com cada uma das minhas crises e falou de mim orgulhoso, porque segundo ele eu sou muito talentosa.
Ele ficou do meu lado cada vez que eu chorei, cada vez que sofri. Ele me deu um relacionamento maduro, entre um homem e uma mulher, me mostrou como ter um relacionamento e ainda assim ser um indivíduo. Eu não sei como uma história de amor poderia ser mais complexa que essa, mais preciosa que essa.
Ele terminou nosso relacionamento para que nós continuássemos nos amando, e isso foi a prova de amor mais bonita e mais dolorosa que eu já recebi.

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