Como eu estou …

“Someday, somewhere – anywhere, unfailingly, you’ll find yourself, and that, and only that, can be the happiest or bitterest hour of your life.”

Pablo Neruda

Me perguntaram, essa semana, como eu estou… eu disse que bem. Mas eu menti, estou bem mais que bem. Estou experimentando uma sensação renovada de liberdade, que me permite ser quem eu sou, dizer o que penso, no tom que eu quiser e fazer o que eu bem entender. Estive acuada antes, acho que tinha aceitado o “destino”, algo no qual nunca realmente acreditei, mas que pela comodidade deixei ser. Eu havia aceitado que o que era devia ser e que eu não podia fazer nada sobre isso.

Foi realmente emocionante ver que não era nada disso, nada daquilo. Foi um esclarecimento precioso que me empurrou de volta pra vida, de um jeito brusco, devo acrescentar. Voltei pra ela em total desequilíbrio, uma perdida que por tanto tempo sabia que caminho seguir e o que fazer para se manter nele, e que agora está sem rumo, sem um objetivo palpável, mas com muito mais expectativas e vontades que antes.

E ainda assim, eu estava receosa. Ter tanto de mim em mim de novo não era pra ser estranho, mas é, porque eu sou… difícil. Teimosa, orgulhosa, implicante, grossa e muitas vezes indiferente. Eu não estava sendo assim por um tempo, eu estava simplesmente quieta. E agora que o ímpeto voltou, estou achando divertido ter que lidar com todos os sentimentos conflitantes de novo. Uma necessidade súbita de algo ou alguém, misturada com a teimosia absurda que me impede de fazer algo pra resolver.

Então sim, estava receosa, não me lembrava mais de como ser assim. Até que num estalo eu sabia qual era o segredo, eu sabia de novo o que eu fazia. Eu sentia, eu deixava acontecer. Que eu estivesse puta da vida se de repente eu decidisse que queria, eu esquecia minha características mais insuportáveis e seguia, ali, sem pensar, sem medir consequências, eram meus sentimentos, meus problemas, eu ia lidar com isso da maneira que desse na telha.

Que assim seja então, que os momentos de decisões instantâneas sejam mais frequentes, que as incertezas sejam substituídas por uma tentativa qualquer, por alguma coisa que seja, e que eu não me perca de mim de novo.

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