Recuperação

“You took my light, you drained me down, but that was then and this is now, now look at me. This is the part of me that you’re never gonna ever take away from me, no (…) Now look at me, I’m sparkling, a firework, a dancing flame. You won’t ever put me out again I’m glowing, oh whoa. So you can keep the diamond ring, it don’t mean nothing anyway. In fact you can keep everything, yeah, yeah. Except for me.”

Part of me – Katy Perry

Estou em fase de recuperação. Recuperando a mim no meio desses últimos acontecimentos. Estou recuperando meu orgulho, minha segurança, meu humor, estou recuperando minha mente, estou me reencontrando. E principalmente, estou recuperando minha alma e meu coração. Por um longo período tudo isso esteve perdido, esteve nublado, na realidade, tudo esteve dividido. No último ano eu aceitei uma verdade, eu aceitei que amar era estar dividido em dois, era ser dois em um, era não me ter mais pra mim apenas. E quando eu aceitei isso acabei me abandonando a uma rotina que não me permitia existir sem ele, sem nós.

Agora, algumas semanas depois do estrago, do fim, eu começo a finalmente me enxergar de novo. Nas últimas semanas eu estive presa, de olhos fechados, de mãos atadas. Eu estava entregue a uma máxima: Isso não acabou, e eu não preciso me recuperar do que não acabou. E quando eu coloquei isso na minha cabeça, acabei apenas pisando mais em mim, me condenando mais e mais a algo que já não existia, não devia existir, e jamais voltaria a ser. Eu me condenei a esperar que ele voltasse, que tudo voltasse ao normal. Mas como eu disse, volto a me encontrar de novo.

Não sou e nem nunca fui assim. Não preciso voltar a ser o tal cubo de gelo que todos conheciam, mas posso ser um meio termo, um meio termo que eu encontrei um ano atrás. Eu sou forte, sei me cuidar, sei olhar pra frente e continuar. Eu sei me esquecer do que não me faz bem, e sei melhor do que ninguém como ignorar aquilo que me incomoda, que machuca. O problema foi conseguir conciliar isso com ter que lidar com a situação sem ignorar ela completamente. Todos sabemos, ou deveríamos saber, que ignorar não resolve um problema, principalmente quando o problema é um relacionamento longo que envolveu uma quantidade considerável de afeto.

Não adianta ignorar que eu o amo, que preciso falar com ele, que ele foi meu melhor amigo, antes de ser meu namorado. Mas descobri que ignorar e não demonstrar são coisas diferentes. Então aqui estou eu, de pé – com muita dor nas pernas porque decidi começar a malhar – pronta pra enfretar isso como eu sempre enfrentei. De cabeça erguida, peito aberto e ferida exposta, porque ferimentos abafados só demoram mais tempo pra se curar…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s