O que ela tinha

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Havia quem dissesse que ela não tinha medo,
que ela não sentia dor.
Havia quem dissesse que ela não tinha limites,
que ela jamais seria tocada pelo amor.
Havia também os mais ousados, mais maldosos,
eles arriscavam dizer que a menina sequer tinha um coração.
Mas ninguém acertou o que ela não tinha, porque no fundo,
só ela mesma seria capaz de dizer,
sem jamais admitir ou enfraquecer,
o que a menina realmente não tinha era pelo que se prender.

Foi por isso que ninguém acreditou nela,
talvez por isso, nem ela mesma tenha acreditado,
que no final de tanto tempo de nada,
ela de repente tinha tudo.
E talvez ninguém tivesse feito melhor que ela fez,
ou pior, se o ponto de vista foi muito otimista.
Poucos sabiam o que era o que ela sentia,
mas muitos juravam já ter sentido.

E ela? Ela sabia que eles mentiam.
Porque o que ela sentia não se conjugava no passado.
E disso ela tinha a mais absoluta certeza.
Porque quando tudo aquilo finalmente aconteceu,
ela soube que ele… ele era tudo.
Ele era o medo, a dor, era o limite, o amor,
era se não o coração, a maior parte dele,
ele era a prisão a qual ela se rendeu de bom grado,
trancando a porta e jogando fora a chave.

Eles dois eram parte um do outro,
parte vitais, cruciais,
partes que separadas nada mais eram que inexistentes.
Separados os dois estava quebrados,
irreparáveis, inconsoláveis.
Separados eles foram, mas juntos eles seriam.
Seriam  mais que um, mais que os dois juntos,
Eles seriam dois em um. Pra sempre, e mais, muito mais.

E se alguém ousasse dizer que tudo não passava de um simples devaneio adolescente,
bom, que se pusesse a observar os dois.
Entre eles não havia espaço que fosse capaz de separá-los,
não havia espaço de tempo, ou espaço físico,
O que havia entre eles era um estranha e poderosa ligação.
Uma rara união tão pouco presenciada.
Um movimento dele gerava um dela, e oposto.
Um sorriso, um olhar, tudo era palavra.
Tudo eram mil palavras.

Se houvesse alguém que pudesse ver energia,
veria aquela que os unia, que emergia quando eles se tocavam,
que fluia quando eles se olhavam,
que explodia quando eles se beijavam.
E finalmente, entenderam que o que ela não tinha,
era ele.

By:. Viih Loyer

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