Política de merda…

Não costumo falar de coisas como essa, mas acho que vale a comoção. Passei todo o tempo dessas eleições um tanto quanto preocupada. Considerando tudo, acho que a nossa população não anda apta o suficiente a votar. Nossa democracia é bastante recente e considerando a história do país da até pra dizer que só começou de verdade com o FHC. Democracia engraçada na realidade, considerando que somos obrigados a votar, mas enfim, o ponto não é esse.

Políticos em sua maioria não se importam em cumprir suas promessas, não se importam em comparecer aos seus compromissos com o estado. Na realidade, eles simplesmente não se importam. E isso gera na população um tipo de aversão a eleições, e uma das frases campeãs é: “Votar pra que? É tudo é mesma merda”. Se eu concordo? Plenamente, e me sinto culpada por isso. Não é normal que um povo com direito a votar e a escolher pense assim. Um povo na realidade que lutou por esse direito durante os muitos anos da ditadura, e que sofreu por muitos outros com governos ineficazes.

O fato é que o povo brasileiro além de não ser educado para votar, é educado para esquecer. Mais uma obra dos nossos ilustres políticos na verdade. Nunca a prioridade de nenhum deles é o ensino público de qualidade, e desde que a lei da “aprovação automática” foi concedida eu perdi completamente minhas esperanças. Sim, eu sei que ela foi revogada, mas por Deus, só de ela ter sido em algum momento admitida nota-se a falta de compromisso com os jovens. Se hoje fundassem boas escolas, e não estou falando de instalações escolares – porque o colégio onde eu estudo é a prova de que um prédio não muda o rendimento dos alunos – estou falando de bons professores. Enfim, se dessem uma base, teriamos pessoas bem instruídas no futuro, pessoas que votariam conscientes do que estavam fazendo.

Mas porque educar? Pessoas que estudam sabem que não há vantagem nesse monte de bolsa de fome. Aumentando a escolaridade, o número de famílias não planejadas diminuiria consideravelmente, e com famílias estáveis, que tipo de moeda de troca os políticos teriam para se eleger? O fato é simples: dar instrução, é perder voto.

E o que me incomoda não é só isso. Apesar do fato escola ser essencial, ficou claro que também não é lá um grande esclarecimento. Afinal de contas Tiririca foi em eleito em SP com 1.353.820 votos. Aí é que vemos que as pessoas desistiram mesmo da política, porque votaram em uma pessoa que nunca fez questão de esconder que é analfabeta, e que na sua campanha admitiu não saber o que faz um Deputado Federal. Interessante ele ter sido eleito, eu acho.

O que acontece é o seguinte, adolescentes votam em sua maioria por obrigação e se tiverem oportunidade, vão brincar com isso. Adultos seguem o mesmo embalo. E os idosos, que ainda se esforçam pra sair de casa é que são uns poucos bons exemplos.

Triste mesmo é saber que no fim das contas nada muda. Fui a uma dessas reuniõess com deputados, onde eles colocam em pauta diversas leis para serem ou não aprovadas. Meu se escureceu logo no início, quando fizeram a chamada, e eu notei que de uns vinte, apenas seis estavam presentes. E então eu penso: Aposto que não vão descontar isso do salário deles. E é assim, entrar na política é como tentar a sorte na loteria. Os que conseguem ser eleitos é que são felizes.

E agora, temos aí o segundo turno. A população toda entre a cruz e a espada. De um lado, uma mulher que carrega um currículo minúsculo e fã do nepotismo, do outro um sujeito fã de privatizações. Sinceramente, fica impossível saber qual dos dois vai causar mais estrago.

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